Relatório semanal de logística e fretes marítimos: 20 de outubro de 2026

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Os índices globais se recuperam após a Golden Week e a América do Sul se divide entre suas duas costas. O Drewry World Container Index (WCI) subiu 3%, para US$ 4.485 por contêiner de 40' (15 out 2026), interrompendo três semanas de queda, puxado pela Ásia–Europa. O Freightos Baltic Index (FBX) global fechou a semana em US$ 3.560/FEU (16–17 out), 6,5% acima dos US$ 3.344 de 10 de outubro. Rumo à América do Sul, o GRI de +US$ 1.000 de 15 de outubro foi repassado com força na costa oeste (Chile, Peru), enquanto na costa leste (Brasil, Argentina) os fretes continuaram em correção: o SCFI América do Sul (Santos) caiu entre 4% e 7% na semana, conforme a fonte.

Índices globais

O WCI passou de US$ 4.351 (08 out) para US$ 4.485 (15 out). Nas seis semanas anteriores oscilou numa faixa de US$ 4.351 a US$ 4.500 (máxima do período em 17 set). O FBX global vinha de seis leituras semanais em queda ou estáveis desde US$ 3.484 (05 set) e saltou para US$ 3.560; segundo o Baltic Exchange, a alta se deve sobretudo à rota Ásia–Costa Leste dos EUA.

Na China, o SCFI subiu 0,42%, para 3.679,58 pontos (16 out), sua segunda alta seguida; o CCFI avançou 0,54%, para 1.922,64, e o NCFI de Ningbo 2,67%, para 2.496,79. Desde 16 de outubro, a Bolsa de Transporte Marítimo de Xangai publica novos subíndices de 40' (Europa, Mediterrâneo, América do Sul-Santos e Costa Oeste da América Central e do Sul-Manzanillo) e alterou os pesos do composto: Santos 40' passa a pesar 5% e Santos 20' fica em 0%.

Gráfico de linhas: Drewry WCI composto US$ 4.465 (03 set), US$ 4.476 (10 set), US$ 4.500 (17 set), US$ 4.468 (24 set), US$ 4.434 (01 out), US$ 4.351 (08 out) e US$ 4.485 (15 out 2026); Freightos FBX global US$ 3.484 (05 set), US$ 3.478 (12 set), US$ 3.446 (19 set), US$ 3.367 (26 set), US$ 3.352 (03 out), US$ 3.344 (10 out) e US$ 3.560 (17 out 2026), em USD por contêiner de 40'
IndicadorÚltimo dadoVariação semanalData
Drewry WCI compostoUS$ 4.485 / 40'+3%15 out 2026
Freightos FBX globalUS$ 3.560 / FEU+6,5% (US$ 3.344 em 10 out)17 out 2026
SCFI composto3.679,58 pts+0,42%16 out 2026
CCFI composto1.922,64 pts+0,54%16 out 2026
SCFI América do Sul (Santos) 20'US$ 5.529–5.677 / TEU (conforme a fonte)−4% a −7%16 out 2026
Xeneta Extremo Oriente–Norte da EuropaUS$ 3.568 / FEU+2,5%16 out 2026
VLSFO SingapuraUS$ 934 / t+4,6% (US$ 892,50 em 12 out)19 out 2026
VLSFO SantosUS$ 837,50 / t+0,2% (US$ 835,50 em 12 out)19 out 2026

Principais rotas Leste–Oeste

Segundo a Drewry (15 out), Xangai–Roterdã subiu 6%, para US$ 3.522, e Xangai–Gênova 7%, para US$ 3.945 por contêiner de 40': é a primeira alta na Ásia–Europa depois de 13 semanas consecutivas de queda. No Transpacífico, Xangai–Los Angeles subiu 3%, para US$ 7.884, e Xangai–Nova York caiu 1%, para US$ 10.075. Os armadores tentam aplicar tarifas FAK de US$ 4.500–4.800 por 40' na Ásia–Europa a partir de 19 de outubro, mas a Drewry considera incerta sua aplicação: na próxima semana há apenas 2 viagens canceladas nessa rota (6 nesta semana) e o retorno a Suez acrescenta capacidade.

No FBX (Baltic Exchange, semana 42), Ásia–Costa Leste dos EUA passou de US$ 9.606 para US$ 10.772/FEU, Costa Oeste de US$ 8.118 para US$ 8.173, Norte da Europa de US$ 3.380 para US$ 3.692 e Mediterrâneo de US$ 3.876 para US$ 4.142. A Xeneta (16 out) situa Extremo Oriente–Costa Oeste dos EUA em US$ 8.296/FEU (−0,2%), Costa Leste em US$ 11.495 (−0,1%), Norte da Europa em US$ 3.568 (+2,5%) e Mediterrâneo em US$ 4.165 (+3,2%). No SCFI (16 out), Europa subiu para US$ 2.335/TEU (+2,68%) e US$ 3.547/FEU (+2,67%), Mediterrâneo para US$ 3.250/TEU (+8,26%) e US$ 4.097/FEU (+8,10%), enquanto Costa Oeste dos EUA recuou para US$ 7.525/FEU (−0,78%) e Costa Leste para US$ 10.405/FEU (−1,13%).

Gráfico de barras: Drewry WCI 15 out 2026, Xangai–Nova York US$ 10.075 (−1%), Xangai–Los Angeles US$ 7.884 (+3%), Xangai–Gênova US$ 3.945 (+7%), Xangai–Roterdã US$ 3.522 (+6%); faixas de referência Global Resources (16 out 2026, janela 15–31 out) China–Costa Oeste da América do Sul US$ 6.400–7.000 e China–Costa Leste US$ 5.500–5.800 por 40' GP; tarifas Hapag-Lloyd 40' Dry desde 15 out: Costa Oeste US$ 6.200 e Costa Leste US$ 6.700

Foco América do Sul: Argentina, Chile, Brasil e Peru

Costa oeste (Chile, Peru): o aumento pegou. A partir de 15 de outubro, a tarifa da Hapag-Lloyd do Extremo Oriente para WCSA passou de US$ 5.200 para US$ 6.200 por 40' Dry (de US$ 5.000 para US$ 6.000 por 20'). A Global Resources (16 out) classifica a rota como "forte repique / tendência de alta", com referências de US$ 6.400–7.000 por 40' GP e US$ 6.000–6.600 por 20' GP para 15–31 de outubro, e atribui o movimento mais ao controle de capacidade dos armadores (cancelamentos da Golden Week, reservas roladas) do que a uma recuperação ampla da demanda. No Chile, a Seimex informa embarques China–Chile fechados a US$ 5.300 por 40' entre 1 e 14 de outubro e a US$ 5.900 entre 15 e 21 de outubro. A RS Logistics (14 out) acrescenta que há novos aumentos anunciados para México e WCSA a partir de 15 e 22 de outubro, com reservas já tomadas até a última semana do mês. No SCFI de 16 de outubro, a costa oeste da América Central e do Sul esteve entre as rotas em alta.

Costa leste (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai): o mercado segue abaixo das tarifas publicadas. A tarifa da Hapag-Lloyd para ECSA passou de US$ 5.700 para US$ 6.700 por 40' Dry, mas a Global Resources vê a rota "estável com leve correção para baixo", com US$ 5.500–5.800 por 40' GP e US$ 5.200–5.500 por 20' GP para 15–31 de outubro. No relatório de 15 de setembro, o mesmo fornecedor indicava US$ 8.700–9.000 por 40' GP para 1–14 de outubro. A fraqueza se explica por reservas fracas e competição de preços, demanda moderada no Brasil, recuperação gradual das importações argentinas e mais capacidade, como o serviço semanal AS3 da Hapag-Lloyd/ZIM lançado em setembro. O SCFI América do Sul (Santos) de 20' caiu para US$ 5.529/TEU (−6,68%) segundo a Global Resources, e para US$ 5.677 (−US$ 248) segundo a nota do 海运网 publicada pela AMZ123. Não conseguimos acessar a tabela oficial por rota para resolver a diferença. Na rede de serviços, a RS Logistics informa que a Maersk deixará em dezembro de 2026 o serviço conjunto com a CMA CGM na ECSA e que a Hapag-Lloyd sairá em janeiro de 2027 do serviço que opera com MSC e ONE.

Combustível, portos e canais

O VLSFO em Singapura foi cotado a US$ 934 por tonelada em 19 out, 4,6% acima de 12 out (US$ 892,50); o IFO380 subiu para US$ 907,50 (US$ 823 em 12 out), e o diferencial para navios com scrubber caiu para US$ 26,50. Em Roterdã o VLSFO chegou a US$ 755,50 (+2,8%) e em Santos a US$ 837,50, quase sem mudança. Segundo a Freightos, o combustível marítimo continua subindo apesar da recuperação das exportações de petróleo do Oriente Médio, com ataques em Ormuz em escalada.

No Mar Vermelho, a Xeneta calcula que a capacidade semanal programada através de Bab el-Mandeb chegou a 448.273 TEU em 5 de outubro: o dobro de 27 de agosto, mas 48% dos 930.679 TEU de agosto de 2023. A Freightos alerta que a escalada entre os houthis e a Arábia Saudita aumenta o risco de novos ataques a porta-contêineres. No Panamá, a Autoridade do Canal fixou o calado máximo Neopanamax em 14,94 m (49 pés) e desde 15 de outubro libera 10 trânsitos Neopanamax diários, 33 vagas no total; a reserva continua sendo a única forma de garantir a data de trânsito. A Drewry prevê 44 viagens canceladas de 713 programadas entre as semanas 43 e 47 (6%): 44% em Ásia–Norte da Europa/Mediterrâneo, 36% no Transpacífico sentido leste e 20% no Transatlântico.

Nos portos da região, a espera mediana para atracação em Santos caiu para 0,46 dia (cerca de 11 horas) na semana de 11 a 17 de outubro, com baixo congestionamento, embora navios de contêineres que perdem a janela esperem de dois a três dias (Portcast e Sindamar-SP, via FUP News). No relatório da Hapag-Lloyd da semana 43, o San Antonio Terminal (Chile) mostra produtividade em forte queda e tempo de permanência da carga acima da meta, enquanto os terminais de Buenos Aires melhoram. Na origem, a RS Logistics informa esperas de atracação de 2 a 5 dias em Waigaoqiao e de até cerca de 14 dias na Fase IV de Yangshan (Xangai), com efeitos em alguns serviços para a América Latina.

Perspectiva

A Drewry espera fretes estáveis na próxima semana no Transpacífico e na Ásia–Europa; a dúvida é se as FAK de 19 de outubro se sustentam diante de mais capacidade. A NRF projeta queda de 11% nas importações marítimas dos EUA em novembro frente a outubro (Freightos), o que pressiona o Transpacífico para baixo. Na América do Sul, a Global Resources prevê para 1–14 de novembro US$ 6.900–7.400 por 40' na costa oeste, com risco de correção na segunda quinzena, e US$ 5.600–6.100 na costa leste, numa faixa estreita. Para Chile e Peru, vale reservar com antecedência e confirmar se o armador aplica a tarifa pela data real de saída; para Brasil e Argentina, vale comparar cotações, porque o mercado está abaixo das tarifas publicadas.

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Fontes

LogísticaFretes marítimosContêineresDrewry WCIFreightos FBXSCFIXenetaAmérica do SulArgentinaChileBrasilPeru

Solo Rep · Inteligência logística · www.solo-rep.com

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