Relatório semanal de logística e fretes marítimos: 3 de novembro de 2026

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O WCI interrompe duas semanas de alta e a costa leste da América do Sul segue em forte queda. O Drewry World Container Index (WCI) caiu 3%, para US$ 4.429 por contêiner de 40' (29 out 2026), sobretudo pelo Transpacífico. O Freightos Baltic Index (FBX) global ficou praticamente estável em US$ 3.514/FEU (31 out; US$ 3.513 uma semana antes). Rumo à América do Sul, o SCFI Xangai–Santos de 40' caiu 11,2%, para US$ 4.644/FEU (30 out), a maior queda entre as rotas do índice naquela semana, enquanto para o Chile e o Peru o espaço segue apertado por cancelamentos de saídas.

Índices globais

O WCI passou de US$ 4.585 (22 out) para US$ 4.429 (29 out) e voltou à faixa em que oscilava desde setembro (entre US$ 4.351 e US$ 4.585). Segundo o Baltic Exchange, o FBX subiu apenas um ponto na semana 44, de 3.513 para 3.514.

Na China, o SCFI subiu 0,16%, para 3.687,35 pontos (30 out), sua quarta alta semanal seguida, mas cada vez menor; o CCFI subiu 0,3%, para 1.881,82 pontos, segundo a TokenFFF.

Gráfico de linhas: Drewry WCI composto US$ 4.476 (10 set), US$ 4.500 (17 set), US$ 4.468 (24 set), US$ 4.434 (01 out), US$ 4.351 (08 out), US$ 4.485 (15 out), US$ 4.585 (22 out) e US$ 4.429 (29 out 2026); Freightos FBX global US$ 3.478 (12 set), US$ 3.446 (19 set), US$ 3.367 (26 set), US$ 3.352 (03 out), US$ 3.344 (10 out), US$ 3.560 (17 out), US$ 3.513 (24 out) e US$ 3.514 (31 out 2026), em USD por contêiner de 40'
IndicadorÚltimo dadoVariação semanalData
Drewry WCI compostoUS$ 4.429 / 40'−3% (US$ 4.585 em 22 out)29 out 2026
Freightos FBX globalUS$ 3.514 / FEU+1 ponto (US$ 3.513 em 24 out)31 out 2026
SCFI composto3.687,35 pts+0,16%30 out 2026
CCFI composto1.881,82 pts+0,3%30 out 2026
SCFI Xangai–Santos (40')US$ 4.644 / FEU−11,2%30 out 2026
FBX Ásia–Norte da EuropaUS$ 3.595 / FEUUS$ 3.516 na semana anterior30 out 2026
VLSFO SingapuraUS$ 1.003,50 / t+2,4% (US$ 980 em 26 out)2 nov 2026
VLSFO SantosUS$ 932 / t+3,1% (US$ 904 em 26 out)2 nov 2026
VLSFO RoterdãUS$ 763,50 / t−1,1% (US$ 772 em 26 out)2 nov 2026

Principais rotas Leste–Oeste

Segundo a Drewry (29 out), no Transpacífico Xangai–Los Angeles caiu 6%, para US$ 7.514, e Xangai–Nova York 5%, para US$ 9.631 por contêiner de 40'. A Drewry cita a National Retail Federation, que prevê queda mensal de 11% nas importações marítimas dos EUA em novembro, e espera que os fretes caiam na próxima semana. Na Ásia–Europa, Xangai–Roterdã subiu 1%, para US$ 3.686, e Xangai–Gênova ficou estável em US$ 4.151; a Drewry espera estabilidade, pois os armadores anunciam FAK mais altos para novembro, mas há capacidade disponível e a demanda é fraca.

No FBX (Baltic Exchange, semana 44), Ásia–Norte da Europa subiu de US$ 3.516 para US$ 3.595/FEU, Ásia–Mediterrâneo caiu de US$ 4.421 para US$ 4.370, Ásia–Costa Oeste dos EUA manteve-se em US$ 8.342 e Ásia–Costa Leste passou de US$ 9.927 para US$ 9.900. No SCFI (30 out), Europa ficou em US$ 3.587/FEU (+0,84%), Mediterrâneo em US$ 4.318/FEU (+4,48%), Costa Oeste dos EUA em US$ 7.479/FEU (−0,56%) e Costa Leste em US$ 10.199/FEU (−1,82%). Segundo a HL Logistics, a MSC mira FAK de US$ 4.600 por 40' para o Norte da Europa e US$ 5.300 para o Mediterrâneo Oeste a partir de 15 de novembro, e a CMA CGM US$ 5.500 para o Mediterrâneo Oeste.

Gráfico de barras: Drewry WCI 29 out 2026, Xangai–Nova York US$ 9.631 (−5%), Xangai–Los Angeles US$ 7.514 (−6%), Xangai–Gênova US$ 4.151 (0%), Xangai–Roterdã US$ 3.686 (+1%); SCFI Xangai–Santos 40' US$ 4.644 (−11,2%, 30 out); referência Interbal Ningbo–San Antonio 40' US$ 6.350 para saídas de 1 a 7 nov; faixas projetadas pela Global Resources para 1–14 nov: costa leste US$ 5.600–6.100 e costa oeste US$ 6.900–7.400 por 40'

Foco América do Sul: Argentina, Chile, Brasil e Peru

Costa leste (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai): a queda se acelera. O SCFI Xangai–Santos de 40' caiu 11,2%, para US$ 4.644/FEU (30 out). Esse nível já está abaixo da faixa de US$ 5.600–6.100 por 40' que a Global Resources projetava (16 out) para 1–14 de novembro, quando alertava que a demanda não bastava para uma recuperação forte e que a competição entre armadores manteria as tarifas numa faixa estreita. Na mesma linha, segundo a DataPortuaria, a Maersk reduz a partir de 9 de novembro sua sobretaxa de alta temporada (PSS) do Extremo Oriente para Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai para US$ 500 por 20' e US$ 1.000 por 40' seco (para carga da Coreia do Sul, a partir de 20 de novembro); em agosto, havia fixado US$ 1.000 e US$ 2.000 (Container News).

Costa oeste (Chile, Peru): menos saídas e falta de equipamentos. A Navicon informa cancelamentos nas semanas 44, 45 e 46 em serviços como AS2, AC3, WSA3, ANDES e INCA, com escalas em San Antonio, Valparaíso, Coronel, Lirquén e San Vicente, além de escassez de contêineres de 40' High Cube em Xangai e no leste da China. Acrescenta que o GRI de 22 de outubro já foi aplicado e que alguns armadores avaliam novas altas para novembro. Como referência, a Interbal publica para saídas de 1 a 7 de novembro US$ 5.850 por 20' e US$ 6.350 por 40' de Ningbo a San Antonio (carga geral, 10 t), e carga fracionada a partir de US$ 95/m³ para saídas de 1 a 14 de novembro, com trânsito de 41 a 43 dias. A Global Resources projetava US$ 6.900–7.400 por 40' para a costa oeste em 1–14 de novembro.

Europa → América do Sul e exportações da região. No FBX, Mediterrâneo–Costa Leste e Mediterrâneo–Costa Oeste da América do Sul ficaram estáveis na semana 44 (Baltic Exchange). Para as exportações da costa leste, seguem valendo os anúncios para 15 de novembro: a Hapag-Lloyd aplicará um GRI de US$ 1.000 por contêiner para a costa oeste, América do Norte, América Central e Caribe.

Combustível, portos e canais

O VLSFO em Singapura passou de US$ 1.000: US$ 1.003,50 por tonelada em 2 nov, 2,4% acima de 26 out, depois de atingir US$ 1.019,50 em 30 out; o diferencial em relação ao HSFO para navios com scrubber subiu para US$ 105. Em Santos o VLSFO subiu 3,1%, para US$ 932, enquanto em Roterdã caiu 1,1%, para US$ 763,50.

A Drewry informa que os trânsitos pelo Canal de Suez subiram para 62 navios na semana passada, o maior nível semanal do ano, enquanto apenas dois navios passaram pelo Estreito de Ormuz. O congestionamento em Xangai está diminuindo, embora o tufão Champi possa interromper essa melhora. A Drewry prevê 56 viagens canceladas de 715 programadas entre as semanas 45 e 49 (8%): 46% em Ásia–Norte da Europa/Mediterrâneo, 36% no Transpacífico sentido leste e 18% no Transatlântico.

Nos portos da região, a Portcast classifica o congestionamento como baixo na semana de 25 a 31 de outubro. A espera mediana foi de 0,59 dia em Santos (0,5 na semana anterior), 0,25 em Buenos Aires (0,63), 0,37 em San Antonio (0,25) e 0,21 em Callao (0,26). Em Buenos Aires e San Antonio, a Portcast detecta esperas longas para parte dos navios.

Perspectiva

A Drewry espera que o Transpacífico continue caindo na próxima semana e que a Ásia–Europa se mantenha estável. Para a América do Sul, a Global Resources prevê para a segunda quinzena de novembro uma possível nova pressão de baixa na costa oeste, à medida que a capacidade retorna, e tarifas relativamente estáveis na costa leste. Para Brasil e Argentina, vale comparar cotações e verificar a PSS a partir de 9 de novembro, pois o índice já está abaixo das referências de mercado; para Chile e Peru, reservar com antecedência e confirmar a disponibilidade de equipamentos de 40' HC e a validade de cada tarifa.

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Fontes

LogísticaFretes marítimosContêineresDrewry WCIFreightos FBXSCFIAmérica do SulArgentinaChileBrasilPeru

Solo Rep · Inteligência logística · www.solo-rep.com

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